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A gestão rigorosa na Covilhã Imprimir e-mail
 
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Em cima do púlpito da nossa ditosa Assembleia Municipal soavam há uns meses discursos “rigorosos” de gestão financeira: respondiam à oposição dizendo que é necessário privatizar para assegurar um bom funcionamento sustentável: que no fundo era tudo uma matéria de gestão e que os consumidores nunca iriam ser prejudicados… nesta lógica empresarial reunia-se o rigor financeiro em prol do bem comum, mas existe o claro esquecimento de que governar uma cidade não é o mesmo que governar uma empresa, (muito menos que se auto-governar) … Hoje em dia os dados são claros, estamos em sexto lugar… no ranking das águas mais caras do País!


E para bom consumidor de água
pública um parágrafo chega.

Façamos então um exercício matemático de gestão e de rigor financeiro: “O senhor tem um Município para gerir mas tem pouco dinheiro para o fazer…De igual modo tem o dever de garantir transportes públicos de qualidade para os seus munícipes… Contudo vai ter de haver, por questões jurídicas, uma mudança de concessionária…A antiga concessionária diz-lhe que garante os transportes públicos até que a nova concessionária tenho tudo em ordem, sem qualquer compensação financeira… Como o faria: - deixava continuar em funcionamento a antiga concessionária até a nova estar pronta a entrar, sem custos adicionais? Ou antecipava a mudança de concessionária pagando a modéstia quantia de 1000 euros por dia (75 mil euros por dois meses ) sabendo que a nova ainda nem sequer condições tem para garantir o bom funcionamento do serviço?

Qualquer Ser racional escolheria a primeira alternativa… mas na Covilhã as coisas são diferentes. Numa lógica rigorosa da gestão financeira do município, a Câmara decide antever a mudança de concessionária pagando por dois meses 75 mil euros e sabendo que esta não tem, ainda, condições para gerir eficazmente o serviço…
Uma lógica rigorosa, própria de quem assume um rigor inalcançável na gestão da coisa pública.
 
E para bom utilizador do transporte
público dois parágrafos bastam…

Mas o rigor ainda é maior quando há uns escassos meses das eleições autárquicas nos “espetam” com um painel de leds RGB mesmo às portas do município… sem dúvida: 5 estrelas… provavelmente veio a custo zero, ou então com fundos da sigla que está por baixo da campanha Covilhã cidade 5 estrelas…
E para terminar a saga do rigor: há uns anos (poucos) construiu-se o tão afamado “Serra Shopping”… alargou-se a estrada principal, só que não se alargou a estrada de acesso dessa avenida ao Tortosendo, Refúgio, Boidobra etc, uma estrada bem movimentada pelos chamados movimentos pendulares… os anos foram passando até que a escassos meses das eleições é colocada uma tabuleta na estrada e as obras avançam a todo o gás… rigorosamente pensado o timing para esta obra que, em rigorosos planeamentos está parada, porque parece que alguém se esqueceu de tirar os candeeiros públicos e não é possível alcatroar….

Assim vamos nós passando dia a dia na estrada estragada, e assim nas manhãs se vão acumulando carros no semáforo provisório porque a obra não avança. Duplo rigor… o do timing e o da eficácia.

Para bom condutor condutor,
um paragrafo basta.

No fundo no fundo estamos todos a ser governados por um rigor absolutamente rigoroso… em que a coisa pública (transportes, água, vias de comunicação etc.), estão ser rigorosamente pensados e trabalhados… resta saber qual é a noção deles de rigor.
 
 
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