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Alegre critica expulsão de ciganos em França Imprimir e-mail

Manuel Alegre intervindo no CCB em 11 de Setembro de 2010 

Manuel Alegre declarou que é “um sinal de xenofobia e de encontrar um bode expiatório”. Entretanto, na sexta feira, PS, PSD e CDS chumbaram um voto de condenação das expulsões, proposto pelo Bloco.

A política xenófoba do Governo francês, presidido por Nicolas Sarkozy, continua a suscitar reacções em toda a Europa e a estabelecer clivagens entre diferentes correntes e partidos políticos.

Em entrevista à Lusa, Manuel Alegre declarou, a propósito das expulsões de ciganos em França: “Estou preocupado, porque se trata de um mau sinal. É um sinal de xenofobia e de encontrar um bode expiatório”.

O candidato presidencial referiu ainda que existem “exemplos históricos” do que significa este tipo de acções, alertando que “não se podem fazer comparações que já foram feitas”, numa referência às decçlarações da comissária europeia Viviane Redding, que comparou estas expulsões com o que se passou na segunda guerra mundial.

Alegre sublinhou ainda que a decisão não deve pôr em causa “aquilo que a França significa para a Europa e para o mundo”, realçando as tradições democráticas da França: “Tenho o maior respeito pela França, estive exilado neste país e a França é uma terra de liberdade e de direitos humanos. Tenho um grande respeito pela França Republicana e democrática, mas parece-me que estas medidas contrariam um pouco esse espírito”.

Na passada sexta feira, o Bloco de Esquerda apresentou na Assembleia da República um voto de condenação da expulsão de ciganos de França (aceda ao voto na íntegra).

O voto acabou por ser rejeitado pelo voto conjunto das bancadas de PSD e CDS e PS que, ao contrário da votação no parlamento europeu, em Portugal rejeitou condenar a política de Sarkozy de expulsão dos ciganos.

Segundo o jornal Público, 15 deputados do PS não seguiram a direcção da bancada. O deputado Sérgio Sousa Pinto, apoiou o voto, vários outros deputados abstiveram-se e outros não estiveram na bancada na hora de votação, invocando “motivos de consciência”, como o vice-presidente da AR José Vera Jardim. No PSD, o deputado José Eduardo Martins também se absteve.

Para além da bancada proponente, a condenação mereceu o voto favorável de PCP e PEV. A deputada Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, na apresentação do voto afirmou que a atitude do governo de Sarkozy é um "ataque aos direitos fundamentais" face ao qual não pode haver hesitação na condenação.

Na entrevista à Lusa, Manuel Alegre pronunciou-se ainda sobre o projecto de revisão constitucional do PSD: "A questão essencial é a agenda política que está no projecto de revisão constitucional do PSD. Essa agenda é um projecto estratégico contra o Estado social. Independentemente de haver ou não revisão constitucional, que ninguém se engane: essa agenda e esse projeto contra o Estado social vão continuar. E sobre isso o Presidente da República não se pronunciou e não diz nada", disse o candidato presidencial.

Manuel Alegre disse ainda à Lusa que dá aos portugueses "a plena garantia" de que, se for eleito Presidente da República, não deixará passar leis que esbatam o Estado social em Portugal:

"Vetarei qualquer lei, de qualquer Governo, de qualquer Parlamento contra o Serviço Nacional de Saúde, contra a escola pública, contra a Segurança Social pública ou que tente eliminar a justa causa [nos despedimentos]. Esta é a questão essencial e é aquilo que me separa das posições do actual Presidente da República".

Alegre comentou ainda a eventual apresentação de outro candidato da direita, considerando que: “Se a direita está com tantos problemas e tanta dificuldade em apresentar um candidato a Presidente da República, é porque está com medo que eu vença na segunda volta das eleições presidenciais”.

 
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